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domingo, 8 de maio de 2011

Ceticismo e Ética

Edvard Munch
"As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras."
 (Friedrich Nietzsche)

O ceticismo e a crítica racional, numa época de segregação de valores e incertezas, é imprescindível para nos manter distantes e, se preciso, combater doutrinas e ideologias que tem como fim apenas a alienação, exploração e defesa de interesses individuais, que podem levar a massacres, genocídios e demais atos irracionais que se repetiram ao longo da história da humanidade e ainda acontecem. Liberdade de pensamento nada tem a ver com o individualismo, mas sim uma preocupação com a ética e a segurança dos caminhos que tomamos ao longa da vida. 

Com uma vasta diversidade de crenças antagônicas, incompatíveis e injustificáveis racionalmente, que tem como objetivo guiar a ação do homem em sua existência, ser um criador de valores, com base numa ética utilitarista, que tem como fim a democracia e o respeito para com as diferenças é, ao meu ver, o único meio de escapar dos erros das doutrinas religiosas e ideológicas e ao mesmo tempo escapar da inatividade fruto desse confronto niilista incontornável e inextirpável, para um caminho mais seguro.


"Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas." (Friedrich Nietzsche)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Corpo e Alma

“Eu sou corpo, por inteiro corpo e nada mais” 
( Friedrich Nietzsche)

Por muito tempo acreditou se que alma e corpo eram entes distintos, que alma era imortal, a senhora do corpo e que deveria buscar o Bem, diria Platão ou buscar Deus, diria tradição judaico-cristã... e por ultimo Descartes e toda sua geração de mecanicistas que acreditavam que o corpo nada mais era que uma máquina e nós apenas a mente - a alma - e o corpo  nada mais que um escravo das paixões, dos vícios e de todas as coisas mundanas. Mas se enganaram, sua metafísica está sob ruínas. Pensamos, logo existimos - é a lógica cartesiana, única maneira de obter consciência de si mesmo. O fato de termos consciência de nossa existência faz nos existir, do latin "ex-sistere", que quer dizer "estar em pé, fora de", e assim nos observamos como se estivéssemos fora do corpo, um ente à parte, eis a causa dos insensatos dualismos entre mente e corpo.  Somos ao mesmo tempo quem observa e quem é observado, somos quem manda e quem obedece e nesse paradoxo em meio ao absurdo existir, passamos por uma multiplicidade de sensações, percepções e nos confundimos, restando apenas a metafísica como explicação. Porém, hoje a luz do meio dia, podemos afirmar que a mente sem o corpo não existiria e o corpo sem a mente seria apenas uma máquina sem programa, porém um auto-programa e assim mente e corpo interagem e ambos são um só. Felizmente já se foi o tempo que alma desprezava o corpo, se julgando superior, o tempo da alma imortal... mas o jogo teve fim, a alma imortal está morta, assim como Deus e o mecanicismo não passou de uma breve quemeria, e o corpo foi ressucitado - eis o soberano!